segunda-feira, 11 de março de 2013

terça-feira, 16 de outubro de 2012

sexta-feira, 24 de agosto de 2012



Morreu Félix


Félix com a camisa da Seleção (Agência Estado)
Quando se fala na galáctica Seleção tricampeã do mundo de 1970, lembra-se logo dos medalhões. Os gols e os quase gols antológicos de Pelé, os lançamentos milimétricos de Gerson, 
a inteligência de Tostão, a explosão de Jairzinho, a patada atômica de Rivellino, a liderança de Carlos Alberto Torres... Mas uma personagem, em especial, também deu sua grande contribuição para o título. Chamado carinhosamente de Papel, por ser tão magro e leve, o goleiro Félix deu seus voos rasantes e salvadores em jogos difíceis - especialmente contra a Inglaterra e o Uruguai. Naqueles momentos, ajudou como nunca o país a viver a felicidade. O mesmo Brasil que agora ficou triste com sua morte na manhã desta sexta-feira, aos 74 anos.
Para quem é jovem e não viu ou já tem idade mas não se recorda, os dois momentos de Félix na história brasileira nas Copas ocorreram em duas partidas das mais difíceis na campanha do tricampeonato mundial. A primeira grande defesa foi contra a Inglaterra. E ocorreu logo no início, quando o placar ainda estava 0 a 0. Aos 12 minutos do primeiro tempo, após centro da direita, Francis Lee cabeceou à queima-roupa. Félix defendeu e, no rebote, ainda sofreu falta do jogador. Àquela altura, tomar um gol certamente daria mais tensão ao time, que encontrava forte marcação inglesa. Depois, com um gol de Jairzinho, o Furacão, o Brasil saiu com o triunfo por 1 a 0.

Outro momento marcante do Papel aconteceu pouco depois. Partida duríssima na semifinal. O adversário? O Uruguai, carrasco da Copa de 1950. O Brasil vencia por 2 a 1, e a seleção rival pressionava pelo gol do empate. Àquela altura, o sonho era levar o jogo para a prorrogação. Aos 40 minutos da segunda etapa, Cortes levantou na área brasileira. Cubilla, um dos craques daquela Celeste, cabeceou no canto esquerdo. O Papel, à meia-altura, espalmou a bola. Depois, a defesa tirou-a da zona de perigo. E mais no fim Rivellino ainda marcou o terceiro gol, selando a classificação por 3 a 1. A performance, na época, foi tratada como "a defesa que valeu por um título". Depois, a final, contra a Itália, foi vencida por 4 a 1, num dos maiores shows de bola da Seleção.
Esse era Félix. Ídolo no Fluminense, onde foi multicampeão, e na Portuguesa de Desportos, o ex-goleiro, que disputou 48 partidas pela Seleção, sofria de enfisema pulmonar e estava internado no Hospital Vittoria, no Jardim Anália Franco, na Zona Leste, em São Paulo. Félix faleceu em decorrência de várias paradas cardiorrespiratórias. Muito abatida, a família informou que o velório será a partir das 15h30 desta sexta, no cemitério de Araçá, onde o corpo do ex-jogador será enterrado na manhã deste sábado.
Carreira
Nascido no bairro da Mooca, em São Paulo, Félix Miéli Venerando iniciou a carreira no Nacional AC, da capital paulista. Depois foi para o Juventus e, logo em seguida, a Portuguesa. Lá já começou a chamar a atenção. Tanto que pelo clube foi convocado para quatro partidas da Seleção. Mas foi no Rio de Janeiro que o goleiro viveu seu auge. Félix defendeu o Fluminense entre 1968 e 1976, quando se aposentou.
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No Tricolor, onde foi decretado luto de sete dias, Félix disputou 319 partidas e ganhou os títulos do Campeonato Carioca de 1969, 1971, 1973, 1975 e 1976, além do Torneio de Paris de 1976. A maior conquista, no entanto, foi do Campeonato Brasileiro de 1970.
Os tricolores mais vividos e de boa memória lembram sempre de uma das mais belas defesas da história do Maracanã. Sim, foi de Félix. E na partida contra o Botafogo, pela Taça Guanabara de 1975. Mais uma vez, o goleiro contrariou a lógica. Da meia-lua da área, o atacante Nilson Dias matou no peito e deu a bicicleta. Parecia indefensável. Quando a torcida alvinegra se preparava para comemorar o golaço, lá estava ele, o Papel, para mais uma defesa salvadora.

Goleiro elegante, jogador disciplinado, Félix ainda brilhou no ano do título mundial do México ao receber outro prêmio: o Belfort Duarte, que homenageava o jogador de futebol profissional que passasse dez anos sem ser expluso, tendo jogado pelo menos 200 partidas nacionais ou internacionais. Em 1982, Félix ainda teve uma curta experiência como treinador no Avaí.
Neste fim de semana, todas as partidas do Campeonato Brasileiro terão um minuto de silêncio em sua homenagem. Nada mais justo. Félix começará para sempre a escalação do maior time dos sonhos. O Papel jamais será esquecido.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Rei do Futebol 

Um soco no ar, sensível explosão de alegria e glória,
Mais uma realização fantástica, uma obra prima de ágil movimento,
O Rei e a bola, em sintonia perfeita , criam e recriam os
momentos de pura magia, genialidade unica.

O menino negro nascido lá em Minas,
veio para todos enfeitiçar,
com seus magistrais dribles.
O menino rei nascido lá em Três corações,
encantou milhares de corações.

O rei negro que o mundo reverenciou,
menino, moleque, gênio da bola.
Vai correndo livre pelo gramado,
menino, moleque, gênio PELÉ.



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

PEPE - a história do craque





















José Macia, o Pepe (Santos25 de fevereiro de 1935) é um ex-futebolista e técnico de futebol brasileiro.
Com 405 gols marcados em 750 partidas, Pepe é o segundo maior artilheiro da história do Santos, perdendo apenas para Pelé. Ele alega ser "o maior artilheiro humano da história do Santos - porque Pelé veio de Saturno". Em 15 anos de clube (1954 a 1969), ganhou o apelido de "Canhão da Vila", por seu fortíssimo chute de esquerda. Também ganhou duas Copas do Mundo pela Seleção Brasileira em 1958 e 1962.
Pepe é considerado um dos maiores ponta esquerda da historia do futebol. Mesmo jogando com artilheiros natos como Pelé e Coutinho, conseguiu marcar 405 gols com a camisa do Santos. Para se ter uma ideia, tirando Pelé, apenas dois jogadores marcaram mais gols que Pepe por um único clube: Roberto Dinamite pelo Vasco da Gama marcou 620 gols e Zico pelo Flamengo que marcou 500 gols.
Um dos pontos fortes de Pepe eram suas cobranças de falta que o colocam entre os maiores cobradores de falta de todos os tempos. Exímio cobrador ficou conhecido por derrubar seus adversários que se arriscavam formando barreiras. Pepe tinha tamanha precisão nas cobranças de falta que, em 1963, na final do Mundial de Clubes contra o Milan, marcou duas vezes em tiros livres no segundo jogo da decisão.
Pepe era para ser o titular da Seleção Brasileira nas campanhas de 1958-1962, mas por duas vezes sofreu contusões às vésperas da Copa e foi substituído por Zagallo. Da primeira vez, sofreu uma pancada no tornozelo num amistoso na Itália. Na segunda, teve uma torção no joelho num jogo amistoso no Morumbi.
(fonte: wikipédia, netfoto, google)







quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Lusa Campeã

PARABÉNS AO TIME DA PORTUGUESA DE DESPORTOS CAMPEÃO BRASILEIRO DA SEGUNDA DIVISÃO EM 2011.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Homenagem ao rei Mané

Fonte: (imagem - uol.com. Batistão)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

FOTO MEMÓRIA - Esporte Clube Bahia

Em pé: João Marcelo, Ronaldo, Paulo Rodrigues, Tarantini, Paulo Robson e Claudir
Agachados: Marquinhos, Bobô, Charles, Zé Carlos e Gil.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

ZÓZIMO - a história do craque




Um dos zagueiros mais respeitados da história do futebol brasileiro, o baiano Zózimo Alves Calazansou simplesmente Zózimo, marcou história atuando pela Seleção Brasileira. Defendendo a camisa do selecionado brasileiro, Zózimo foi bicampeão mundial nos anos de 1958 e 1962.
Revelado pelo modesto São Cristóvão, Zózimo se sagrou no futebol atuando pelo Bangu onde ficou de1951 a 1964, o que lhe rendeu diversas convocações a Seleção Canarinho.
Dispensado em 64 pelo clube de Moça Bonita Zózimo esteve no Esportiva de Guaratinguetá, onde foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Paulista de 1965.
Já afastado da Seleção Brasileira desde 1962, Zózimo chegou ao Flamengo em 1965 e vestiu o Manto Sagrado em quatro oportunidades naquele ano, porém, não conseguiu se firmar e foi negociado com o peruano Sport Boys, onde encerrou a carreira.
Faleceu em 17 de Julho de 1977 num trágico acidente automobilístico.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

FOTO MEMÓRIA - Clube Atlético Mineiro


Em pé: Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vanderlei, Vantui e Oldair.
Agachados: Ronaldo, Humberto Ramos, Dario, Lola e Tião.

sábado, 3 de setembro de 2011

PINHEIRO - a história do craque









João Carlos Batista Pinheiro, conhecido como Pinheiro (Campos dos Goytacazes13 de janeiro de 1932 - Rio de Janeiro30 de agosto de 2011) foi um futebolista e técnico brasileiro.
Zagueiro viril, de ótimo porte físico com seu 1,87 m de altura, sendo ainda bastante forte, se impôs como o xerife da zaga doFluminense em 605 jogos (o segundo jogador que mais defendeu o Tricolor e que durante doze anos, 1949/1961, foi titular no Fluminense). Considerando além de sua participação como jogador a sua participação como técnico, Pinheiro foi aquele que mais defendeu as côres do Fluminense, com 722 jogos, o que não inclui nos números a sua ainda maior participação como técnico das equipes inferiores, tendo revelado vários jogadores relevantes para o clube e para a Seleção Brasileira, notadamente na década de 1970.
Pelo Fluminense, como jogador, Pinheiro foi campeão carioca de 1951 e 1959, da Copa Rio (Internacional) 1952, do Torneio Rio-São Paulo de 1957 e de 1960, além de vários outros títulos de menor expressão.
Antes de defender o Fluminense, Pinheiro atuou pelo Americano Futebol Clube de sua cidade natal, tendo jogado neste clube como goleiro, zagueiro, meia-armador e centroavante.
Defendeu também a Seleção Brasileira em 17 jogos (11 vitórias, 3 empates, 3 derrotas e 1 gol marcado), sendo campeão dosJogos Pan-Americanos de 1952 e da Taça Bernardo O'Higgins em 1955. Foi titular da Copa do Mundo de 1954.
Ao terminar a sua carreira como jogador, Pinheiro trabalhou nas categorias de base do Fluminense como técnico, ganhando diversos títulos e revelando muitos jogadores para o Tricolor.
Chegou a ser técnico profissional e dirigiu vários times com sucesso, como GoytacazAmericano de CamposBanguAmérica MineiroCruzeiro, entre outros.
No dia 30 de agosto de 2011, o ídolo tricolor veio a falecer por causa de um câncer na próstata que já o incomodava há alguns anos. Por este motivo, o Fluminense entrou em campo diante do São Paulo, no dia seguinte, com uma tarja preta na camisa, em cima do escudo, como demonstração de luto e pesar.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

FOTO MEMÓRIA - BONSUCESSO FC

Em pé: Mauro, Gonçalo, Jorge, Gilberto, Pacheco e Haroldo.
Agachados: Pedro Bala, Jandir, Valter Prado, Waldemar e Nilo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

FUTEBOL E LITERATURA


           



O CRAQUE NA CAPELINHA


“Falei em craque, mas, em tempo, retifico: — era um perna-de- pau. Com uma agravante: — perna-de-pau de longínquo, de antediluviano passado. Floresceu, se não me engano, por volta de 914, 916. Era a época inefável em que as mulheres não raspavam nem as pernas, nem debaixo do braço. E essas canelas barbadas, essas axilas luxuriantes definiam um tipo de civilização. Pois bem: — o perna-de-pau, que já enterrava o time em 1915, não tardaria a abandonar o futebol. Seu último jogo ocorreu na semana em que assassinaram Pinheiro Machado. De então para cá, ele veio arrastando sua decadência, através das semanas, meses e anos. Por último, não comia, nem bebia: — era a única fome, a única sede do Brasil. Um dia desses, após uma agonia fétida e terrível, o homem morreu. E, então, moradores do bairro, em conluio com alguns comerciantes, resolveram custear-lhe o enterro.

 Fui vê-lo na capelinha, para onde o remeteram. Diante dele, diante do ser transfigurado, verifiquei o seguinte: — não há morto canastrão. Vestido de noivo, com sapatos engraxados, ele tem a face, o ríctus, o perfil do grande ator. Assim acontecera com o perna-de- pau: — no caixão, apresentava uma nobre e taciturna máscara cesariana. O diabo era o ambiente do velório. Eis a verdade: — nenhum morto devia ir para as capelinhas, jamais. Elas traduzem um sintoma terrível da nossa época.

Antes de mais nada, significam um frívolo desamor à morte e aos mortos. Não sabemos morrer, nem enterrar. E pior do que isso: — não sabemos fazer quarto. Essa impotência diante da morte é o melancólico e inevitável resultado das capelinhas. Antigamente, o defunto tinha domicílio. Ninguém o vestia às carreiras; ninguém o despachava às escondidas. Permanecia em casa e, pois, dentro de um ambiente em que até os móveis eram cordiais e solidários. Armava-se a câmara-ardente numa doce sala de jantar ou numa cálida sala de visitas, debaixo dos retratos dos outros mortos. Escancaravam-se todas as portas, todas as janelas; e esta casa iluminada podia sugerir, à distância, a idéia de aniversário, de casamento ou de velório mesmo. Era a época em que as mães, as viúvas tinham furores de Sarah Bernhardt. Lembro-me de uma menina que morreu, de febre amarela, quando eu tinha meus cinco anos. Pois bem. A mãe da morta quase pôs a casa abaixo. Batia com a cabeça nas paredes; derrubava as cadeiras; e queria arrancar os próprios olhos. Teve que ser contida, amordaçada, quase amarrada. Todos haviam parado de gemer, de chorar, para espiar essa dor maior. Houve um momento em que só ela gemia, só ela chorava, como uma insuperável solista. Hoje, isto não é possível. A capelinha esvaziou a morte do seu conteúdo poético dramático e, direi mesmo, histérico. Preliminarmente, o defunto está fora do seu clima residencial. Como os demais, ele é um constrangido, um cerimonioso, um deslocado. Sim, todos, inclusive o cadáver, têm um ar de visita. Essa polidez impede a violência e a espontaneidade da dor que vem de dentro, das profundezas, como um gemido vacum. Bem que a viúva desejaria espernear, esganiçar-se, como uma canastrona do velho teatro. Mas eis a verdade: — a capelinha torna inexeqüíveis as histerias magníficas dos funerais antigos. Eu sei que o perna-de-pau era apenas um perna-de-pau, contemporâneo, quase dizia colega do assassinato de Pinheiro Machado. Ainda assim. Qualquer morto é um césar.”
                                                    Nelson Rodrigues
(DO LIVRO, À SOMBRA DAS CHUTEIRAS IMORTAIS)